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Especialista de Harvard causa polêmica ao defender que pais de crianças extremamente obesas percam a guarda do filho

Nos últimos dias, um artigo publicado no Journal of the American Medical Association pelo especialista em obesidade infantil de Harvad, David Ludwig, causou polêmica. No texto, ele defendia que crianças extremamente obesas fossem afastadas dos pais e vivessem, temporariamente, em orfanatos para recuperar a saúde.

Enquanto isso, os pais teriam ajuda de especialistas para entender como funciona a reeducação alimentar. Ludwig alega que a medida não tem o objetivo de culpar os pais pela obesidade infantil, mas sim ressaltar a importância do Estado: seria dele o papel de zelar pelo bem-estar das crianças.

O especialista recomenda a perda da guarda apenas em casos extremos: se a criança obesa, por exemplo, desenvolver problemas graves como diabetes do tipo 2, dificuldades respiratóriase problemas no fígado. Mas será mesmo que essa é uma saída viável?

“É muito leviano atribuir a culpa exclusivamente aos pais”, afirmou Patrícia Bader, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital e Maternidade São Luiz (SP). Para ela, o Estado também tem a sua parcela na história, uma vez que a obesidade é um “evento social”. Como exemplo, psicóloga cita os lanches escolares ou então a comida que é vendida em espaços público, itens em que o governo tem a obrigação de regulamentar. “Uma criança não engorda somente pela educação que recebe em casa, afinal, ela está dentro de um contexto, de uma sociedade”, explica.

Outro ponto importante, segundo a psicóloga, é entender que a comida é também uma expressão de afeto da família. “É fundamental, então, que os pais consigam criar momentos de prazer com o seu filho sem envolver, necessariamente, alimentos”, explica.

Já o pediatra Marcelo Reibscheid faz uma provocação: “e quando as crianças voltarem para casa? Como vai ser? Será mesmo que os pais vão aprender, em pouco tempo, a lidar de maneira saudável com a comida?”. Para ele, o ideal é que toda a família, unida, passe por um processo de reeducação alimentar. E isso, obviamente, não tem como acontecer se os filhos estiverem afastados de casa.

Na casa da agente de viagens Erica Oliveira, mãe de Julia, 10, Alberto, 7, e Luisa, 4, o aumento de peso da filha mais velha foi tratado com um problema de todos. “Quando percebemos uma tendência em engordar da Julia, investimos em esportes e alimentação saudável para toda a família”. As mudanças deram certo e hoje a menina está com o peso controlado.

Ela também acha a proposta de Ludwig muito radical, mas reconhece que obesidade infantil é um problema sério e que algumas famílias fazem pouco caso disso. “Já vi muitos pais dando um pacote de salgadinhos para o filho para que ele parasse de ‘incomodá-los’. ” Você já sabe, mas nunca é demais lembrar que a preocupação com o peso das crianças vai além da estética.

Além disso, somente um médico poderá dizer com certeza se o seu filho está acima do peso e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. “Quando os pais são mais resistentes e não querem enxergar que a criança está, sim, com sobrepeso, costumo ser mais enfático e pedir exames. Com eles em mãos, mostro os riscos que a criança corre se continuar engordando”, esclarece o Dr. Marcelo Reibscheid.

Há quatro anos, um caso na Inglaterra envolvedo obesidade infantil chamou a atenção. Na época, o serviço social britânico considerou tirar a guarda de Connor McCreaddie de sua mãe, Nicola McKeown. Nicola estava sendo acusada de negligência, pois o menino tinha 8 anos e chegou a pesar 92,5 quilos - o equivalente a quatro vezes o peso de um garoto normal na sua idade. Porém, o caso foi resolvido com uma conversa entre o conselho de tutelagem local e a família de Connor e, para preservar o bem-estar do menino, se decidiu que ele deveria ficar mesmo com a sua família

 

Fonte: Revista Crescer 

 

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