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Bullying

O assunto vem ganhando diariamente as manchetes dos jornais. Capaz de causar prejuízos irreversíveis às crianças, a prática de agressões constantes – físicas ou psicológicas –, conhecida como bullying tem deixado muitos pais preocupados com o que pode acontecer com seus filhos no ambiente escolar

O Bullying escolar abrange todos os atos de violência (física ou não) que ocorre de forma intencional e repetitiva contra um ou mais alunos, impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas.

Entendemos como comportamento no âmbito escolar: Agressões, assédios e ações desrespeitosas – Isso é caracterizado como bullying, se entrar na condição citada acima, de repetitividade e intencionalidade por parte do agressor.

Como forma verbal de agressão, vemos os insultos, xingamentos, apelidos pejorativos. Como forma física, temos o bater, roubar e até destruir pertences da vítima. A mais comum é a agressão psicológica e moral, onde o agressor humilha, exclui e irrita a vítima.

O agressor normalmente escolhe uma vítima que já se encontre em desigualdade de poder e geralmente já apresenta um rebaixamento de auto estima.

O BULLYING tem muitas consequências, onde as mais graves são as psíquicas e comportamentais. A prática do BULLYING agrava o problema pré existente (por exemplo, da auto estima) e abre novos quadros.

Podemos perceber quadros de sintomas somáticos, como insônia, dificuldades de concentração, sudorese, entre outros.

No campo psico emocional, temos os transtornos de pânico (que são os medos infundados, que podem surgir em função do stress prolongado que essas crianças tem vivido); fobia escolar; fobia social; timidez; depressão; transtornos alimentares.

É importante que os pais notem sinais que possam indicar que seus filhos estejam atravessando alguma dificuldade emocional, entre elas o BULLYING. Sempre estar em contato com a escola, perceber se houve alguma alteração no padrão do sono, apetite, humor, socialização... esses podem ser indicadores importantes.

Então, segue um alerta!!

A qualquer mudança de comportamento do seu filho, busque informações com a escola! Como ele tem se comportado, como as crianças tem se comportado com ele.

Não escute a queixa do seu filho em relação à escola sem buscar isso a fundo... ele pode estar sofrendo!

Brincadeiras saudáveis são aquelas em que TODOS os participantes se divertem

 

Segue a entrevista sobre o assunto com Fernanda Grimberg – dada ao Gente Ecovias

Bullying:como reagir?

 

Gente Ecovias: Quais sinais indicam que uma criança está sendo vítima de bullying?

Fernanda Grimberg: Um dos sinais é a queda do rendimento escolar. É importante estar atento também às questões de socialização, procurar saber como é o relacionamento do seu filho com os outros, se ele participa ou não das atividades escolares. Uma criança sem vontade de ir à escola, por exemplo, é algo que se deve investigar. A criança pode ter sintomas físicos – como insônia, dificuldade de concentração, timidez maior que a habitual, ansiedade – que revelam uma vítima de bullying em um grau maior, o que deve ser averiguado com a escola.

 

GE: Uma vez detectados esses sinais, o que fazer?

FG: Se isso está acontecendo na escola, também temos que buscar a instituição para uma atuação em equipe. O ideal é chamar a escola, pedir uma reunião com os pais das crianças que estão praticando o bullying e fazer um trabalho conjunto.

 

GE: E quando não dá resultado?

FG: Isso é muito comum. Se todas as tentativas junto a escola não derem certo, o melhor mesmo é tirar a criança da escola. Isso pode trazer implicações terríveis futuramente. A criança pode sofrer um prejuízo enorme. Além de trocar de escola, é recomendável deixar a criança em tratamento com um profissional que possa melhorar a autoestima, a autoimagem, para que ela possa reagir em um momento futuro.

 

GE: Como os pais devem lidar com uma criança vítima de bullying?

FG:Normalmente, o alvo dos agressores são crianças com menor habilidade de socialização, crianças que têm menos amigos, que estão menos enturmadas. Então, é interessante demonstrar mais afetividade, colocar a criança para praticar esportes, atividades extracurriculares para que ela tenha mais socialização, chamar coleguinhas para casa para ver como seu filho se comporta. Enfim, promover a socialização e a autoestima do seu filho.

 

GE: Até que ponto deve-se incentivar a criança a reagir?

FG: O importante é entender a criança dentro das característica da sua personalidade. Primeiro, deve-se reforçar a autoestima. Se ela tiver uma auto-estima melhor, vai revidar, seja xingando de volta, seja chamando a professora. Dentro das características dela, ela vai se organizar.
O mais importante é saber qual é o jeito de essa criança resolver isso e dizer para ela que é possível resolver. O primeiro plano é, sempre, trabalhar a autoestima.

 

GE: Por outro lado, como os pais podem identificar que seus filhos estão praticando esse tipo de agressão?

FG: Normalmente, essas crianças não têm um comportamento muito diferente em casa, não. Em casa, é aquela criança mais agressiva, que quer levar vantagem em tudo, que tem brincadeiras muito pesadas, que está sempre junto de crianças que gostam de brincadeiras que humilham, usam muito palavrão. Começou a perceber que a criança está assim, o melhor é procurar um profissional de saúde mental, um psiquiatra, um psicólogo. Precisa ter uma orientação, porque a evolução disso é muito ruim. Não podemos esquecer que a escola tem a sua responsabilidade, mas não se pode delegar toda a responsabilidade à escola. É um conjunto. Trata-se de um conjunto pai e escola.

 

GE: Muitos pais alegam que esse tipo de agressão sempre existiu...

FG: A saúde mental vem nomeando algumas alterações de comportamento justamente para poder tratar. Mas, chamar a menina gordinha de gorda é algo que sempre existiu. São brincadeiras de mau gosto e não são boas. O bullying é a repetição disso de uma maneira intencional.

 

GE: Mas você percebe que hoje isso está ainda mais violento?

FG: As crianças têm muito mais informação. Hoje se fala inclusive do cyberbullying. Com isso, as crianças sabem atingir de uma maneira mais agressiva e certeira, sabem ser mais violentas. Realmente, a sensação que temos é de que a agressão é muito mais pesada porque essas crianças estão muito mais antenadas.

 

Fernanda Grimberg - psicóloga clinica e hospitalar, com extensão em psicopatologia infantil e psicoterapia familiar

 

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