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Eritema infeccioso

Doença infecciosa que acomete preferencialmente crianças de dois a 14 anos, sendo considerada a forma mais benigna do amplo espectro de infecções associadas ao parvovírus humano B19, reconhecido atualmente como o agente etiológico.

É também conhecido como a quinta doença ou megaleritema epidêmico, sendo de ampla ocorrência no mundo; a maioria dos casos incide ao longo de todo o ano, enquanto os surtos possuem padrão sazonal, com maior freqüência nos meses de inverno e primavera e nos países de clima temperado.





Via de transmissão



A via respiratória é a mais importante na fase virêmica da infecção pelo parvovírus B19, principalmente em comunidades fechadas (creches,escolas) e entre pessoas da mesma família, onde a taxa de ataque de infecção pode atingir 50% entre os susceptíveis.

Entretanto, experimentos realizados em voluntários demonstraram que a erupção cutânea ocorre 17 a 18 dias após a inoculação viral, caracterizando o eritema infeccioso como evento tardio no curso da infecção (fase pós virêmica) e, portanto, com mínimas chances de transmissão.



 

Período de incubação



Varia de quatro a 14 dias.



 

Etiologia



Causado pelo parvovírus B-19, que pertence à família Parvoviridae e gênero Eritrovirus,

 

Quadro clínico



O exantema é a apresentação clássica da infecção e em geral não se acompanha de manifestações sistêmicas.

No entanto, alguns pacientes podem referir sinais e sintomas inespecíficos (febrícula, mialgias, cefaléia, náuseas, mal-estar) precedendo o "rash" cutâneo, considerados pródromos e correspondentes à fase virêmica.



Nos casos típicos da doença o exantema inicia-se pela face sob a forma de eritema difuso, com distribuição em "vespertílio" e edema das bochechas (facies esbofeteada); as outras regiões da face, como o queixo e a região perioral, são poupadas.

O exantema clássico da doença é do tipo maculopapular com palidez central, característica que confere aspecto rendilhado à lesão; acomete o tronco e a face extensora dos membros, podendo regredir em até três semanas.

No entanto, na maioria dos casos predomina o caráter recorrente, que sofre a ação de estímulos não específicos, como sol, estresse e variação brusca de temperatura ambiente.
Podem ocorrer outros tipos de exantema, como por exemplo o urticariforme, o vesicular e o purpúrico, mas o morbiliforme e o rubeoliforme são os de maior freqüência.



 

Diagnóstico 


O diagnóstico é basicamente clínico e leva em conta as características da erupção cutânea. Exames de sangue podem ajudar a identificar os níveis de anticorpos para o vírus B19, quando for necessário estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças exantemáticas, como a rubéola e o sarampo..

 

Tratamento e prevenção



Não há tratamento específico, sendo raros os casos que necessitam de medicação sintomática, restrita aos analgésicos, principalmente em adultos com artralgias ou mialgias.



As medidas preventivas devem visar somente os grupos com risco de desenvolver as formas graves da infecção pelo B19 (grávidas e portadores de anemias hemolíticas crônicas), sendo indicados a gamaglobulina humana intravenosa na grávida e o isolamento destes pacientes em risco de evolução grave.


 

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria / Clínica Infantil Reibscheid

 

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