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HIV infantil

Bebês exigem mais cuidados porque sistema imunológico é frágil no nascimento


O número de crianças portadores do vírus HIV têm diminuído ao longo dos anos no Brasil, mas as estatísticas ainda estão longe de serem ideais. Segundo dados do estudo Sentinela parturientes, de 2004, do Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 12,5 mil recém-nascidos sejam expostos ao HIV anualmente. Em todo o mundo, os dados também são alarmantes. Há 2,1 milhões de crianças que vivem com aids.

O contágio da maioria dos bebês se deve à transmissão vertical, ou seja, à contaminação da criança pela mãe durante a gestação, parto ou até mesmo na amamentação. Os casos mais comuns são relatados durante o parto, em decorrência da proximidade entre o bebê e o canal vaginal, que expele secreções, por isso muitos médicos optam pelo parto de césarea, que reduz o risco de transmissão. Outras causas para a contaminação são as transfusões de sangue e hemoderivados, uso de drogas e abuso sexual.

Quanto às gestantes, há geralmente duas categorias: aquelas com carga viral baixa que não estão sob medicação e outras com alta carga viral. No primeiro caso, apenas o bebê precisa dos remédios. Naqueles casos em que a gestante não fez pré-natal, antes do parto é feito um procedimento conhecido como teste rápido. Caso seja positivo o exame para AIDS, o médico prescreve um AZT injetável durante o trabalho de parto e o bebê toma o mesmo medicamento durante as seis primeiras semanas de vida.

Segundo Marinella Della Negra, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e professora de doenças infectocontagiosas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, os medicamentos próprios para as crianças com HIV são similares aos dos adultos, mas há diferenças nas dosagens e na forma de consumo. "As drogas são uma combinação de retrovirais. Algumas delas se apresentam em solução oral, especialmente para crianças até 1 ano, ou em comprimidos com dosagens menores para crianças entre 4 e 5 anos."

 

ATENÇÃO

Além disso, ela destaca que os cuidados com a criança devem ser redobrados. "É que o bebê já nasce com o sistema imunológico enfraquecido e aberto a infecções bacterianas oportunistas no primeiro ano de vida." O médico especializado em monitorar os bebês com HIV é o pediatra ou o pediatra infectologista, sendo necessária também a atuação de uma equipe multiprofissional, que inclui psicólogo, nutricionista e clínico geral. "Esse acompanhamento deve ser realizado de mês em mês no início e, posteriormente, de dois em dois meses ou a cada três meses." Os exames mais solicitados servem para o controle da carga viral e do CD-4, células de defesa do organismo.

No caso da gestante portadora, o tratamento deve ser iniciado na 14ª semana de gravidez para não prejudicar o desenvolvimento do feto. Tanto a mãe quanto o bebê com aids devem ter uma alimentação saudável, como qualquer pessoa, desde que não haja interrupção da medicação.
Marinella Della Negra comenta que as estatísticas de crianças com aids no Brasil vêm caindo, especialmente no que se refere às regiões do Sul e do Sudeste do país, pela oferta de melhores condições de atendimento e facilidade de acesso aos medicamentos.

 

Tratamento

> No caso de a gestante ser soropositiva, o tratamento deve ser iniciado na 14ª semana de gestação, por meio de uma combinação de medicamentos retrovirais, próprios para mulheres grávidas.
> No caso de o bebê ser soropositivo, o tratamento difere mais nas dosagens do que nos medicamentos, agindo como inibidores de protease. Alguns remédios, para crianças até 2 anos, são apresentados na forma de solução oral e com dosagem específica.Outros comprimidos são destinados a crianças entre 4 e 5 anos e são prescritos de acordo com o peso do paciente e outros fatores.

 

Cuidados com o bebê

> O bebê portador do vírus HIV já nasce com o sistema imunológico debilitado. A criança pode apresentar infecções oportunistas até o primeiro ano de vida, especialmente as bacterianas de repetição, como infecção pulmonar e pneumocistose.
Monitoramento
> É essencial o acompanhamento de médicos, preferencialmente integrantes de uma equipe multiprofissional. O monitoramento, liderado por um infectologista ou pediatra especialista em infectologia, deve ser mensal e posteriormente a cada dois ou três meses.

 

Quer saber mais sobre o assunto? Veja aqui o Histórico da AIDS

 

Fonte: Ministério da Saúde

 

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