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Como evitar o achatamento da cabeça do bebê

A Academia Americana de Pediatria fez novas recomendações para prevenir as chamadas assimetrias cranianas, ou seja, quando a cabeça do bebê fica achatada.

Desde 1992, quando a Academia Americana de Pediatria passou a recomendar que os bebês dormissem de barriga para cima, o número de morte devido à Síndrome da morte súbita Infantil– a principal causa de morte entre crianças menores de 1 ano naquele país – caiu pela metade. 

Apesar da diminuição das mortes, os pediatras perceberam um aumento significativo nos casos de bebês com assimetrias cranianas, ou seja, com a cabeça achatada. O problema também é conhecido como plagiocefalia posicional.

 

Mas por que isso acontece?

O crânio do recém-nascido é composto de placas móveis. Essa mobilidade é necessária para que a criança passe através do canal do parto. O espaço entre essas placas também permite que o cérebro do bebê cresça. Se o recém-nascido fica deitado sempre na mesma posição, as placas não se movimentam na região da cabeça que está apoiada e a deixa plana. Nos Estados Unidos, cerca de 13% das crianças saudáveis têm algum achatamento na cabeça. 

Por isso, novas recomendações de cuidados com a cabeça do bebê foram publicadas na revista científica Pediatrics para prevenir esse tipo de problema.

Confira: 



- Aumente o tempo que a criança fica de barriga para baixo. Segundo o pediatra James Laughlin, autor do novo relatório, o bebê deve passar, pelo menos, 30 minutos por dia nessa posição. O ideal é ir aumentando esse tempo aos poucos para que a criança se acostume e desenvolva os músculos do pescoço e da nuca. “Além disso, estudos mostram que bebês que ficam nessa posição têm melhor desenvolvimento motor”, diz o especialista. 



- Mude a direção que o bebê dorme no berço semanalmente. Aqui, a ideia é incentivar o bebê a virar a cabeça em direções diferentes. Se quando ele dorme com a cabeça virada para a cabeceira do berço olha para um abajur, por exemplo, ao virar os pezinhos para a cabeceira, seu bebê vai ter outro campo de visão e pode se interessar por um brinquedo que está fora do berço em outra direção. O objetivo é oferecer novos estímulos para que a criança olhe em diferentes posições. 



- Cuidado com a cadeirinha. Apesar de manter uma posição diferente, o apoio para a cabeça é duro e pode facilitar que o bebê desenvolva assimetria. Por isso, especialmente nos primeiros 6 meses, é importante que a criança só fique na cadeirinha enquanto estiver no carro. 



- Durante o dia e sob a sua supervisão, o bebê pode dormir de lado e até de barriga para baixo. Mas só se você estiver por perto! 



- Quando o bebê estiver no colo, segure-o na posição vertical, com a cabeça apoiada em seu braço ou ombro. E não esqueça de alternar a posição na hora de amamentar. 



Na maioria dos casos, o reposicionamento é suficiente para evitar a plagiocefalia posicional. Mas, se você perceber algum achatamento na cabeça do seu filho, procure ajuda o quanto antes. Quanto mais cedo a assimetria for descoberta, mais fácil o tratamento. Os pediatras acreditam que até os 6 meses, o problema é revertido facilmente.

Vale lembrar ainda que a plagiocefalia posicional, em casos severos, pode causar o fechamento da mandíbula e problemas visuais. Mas, na maioria dos casos, é apenas um problema estético e não prejudica o desenvolvimento da criança.

 

Como é o tratamento

Em situações mais graves, é preciso usar uma órtese, que é um capacete feito sob medida para a cabeça do bebê. A criança deve usar o objeto por 3 meses e só tirar para tomar banho e limpar o produto. Segundo o médico Gerd Schreen, especialista em assimetria craniana em crianças, os bebês se adaptam facilmente ao capacete e não sentem-se incomodados. Ele conta que, no Brasil, o tratamento custa, em média, R$ 12 mil e o problema é corrigido definitivamente.

 

Por: Bruna Menegueço / Site Revista Crescer 

 

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